Neste Episódio:

"Quem contribui mais para o efeito estufa, a vaca ou o carro?"

Tópicos Discutidos:

  • Efeito Estufa
  • Sensacionalismo na Mídia
  • Intensificação na Produção
  • Iniciativas Científicas e Governamentais
Links em Inglês  Recursos em Inglês
  1. http://www.epa.gov/oms/climate
Instruções

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6 interações para “Efeito Estufa: A Culpa é da Vaca?”

  1. Cristina disse:

    Recomendo que assistam o filme: Uma verdade incoveniente (Inconvenient truth – 2007). Documentário apresentado pelo ex vice presidente Al Gore com dados impressionantes!!

  2. Pike disse:

    Primeiro de tudo: parabéns! Adorei a inciativa de vocês de criar esse espaço de discussão de diversos assuntos que fazem parte da vida de todo mundo. Levando informação e consciência para outras pessoas. Parabéns!

    Acredito que os principais aspectos que devemos nos atentar estão na frase dita por vocês de como a política está longe da ciência, e como a mídia se aproveita de dados infundados para chamar atenção.

    Na minha área (Eng. de Alimentos), o que se escuta de bobagem no principal telejornal brasileiro no horário nobre é de arrepiar os cabelos. Imagino o que não é dito de outras áreas e que as pessoas que não entendem do assunto aceitam como verdade definitiva.

    Dias atrás escutei o reporter dizer que Gorduras trans era um ingrediente adicionado aos alimentos para dar a eles uma maior durabilidade! Foi de contorcer o estômago! (Só pra lembrar que as gorduras trans são isômeros de conformação trans formados na hidrogenação parcial de gorduras insaturadas. Nessa reação são formados os dois isomêros (cis e trans, 50:50) e essa forma trans se comporta no organismo de forma nociva, causando aumento do colesterol “ruim”).

    No exemplo da distância entre política e a ciência, temos deputados querendo proibir a fabricação de gorduras hidrogenadas. Os indivíduos nem mesmo sabem do que se trata esse termo. As gorduras totalmente hidrogenadas são livres de trans, e podem ser usadas em processos alternativos para produção de gorduras de consistências intermediárias, e livre dos trans.

    Talvez dizer que a culpa é da vaca seja exagerado, como vocês disseram. É importante estudar e verificar quais os mecanismos que o próprio planeta tem para absorver esses gases, e se existiria alguma maneira, como vocês comentaram, de alterar a alimentação dos animais para reduzir esse tipo de emissão.

    No final do podcast foi comentado sobre a emissão de carbono de indivíduos de diferentes países. Esses dias pensando sobre a atual conjuntura econômica global, a dita crise pode estar na verdade salvando a humanidade de um crescimento desordenado e devastador.

    É preciso ter consciência de que se os demais países do mundo começassem a consumir no mesmo ritmo que os americanos, o planeta certamente entraria em colapso.

    Acredito que crise seja como aquelas fases da vida em que temos que repensar nossos hábitos e ações, antes elas nos levem ao sofrimento e a auto-destruição.

    Será que se a população mundial começasse a comer carne como os americanos, esses índices de emissão de gases não seriam realmente alarmantes?

    Grande abraço!!!!

    Pike

  3. Diskord disse:

    Muito boa a inciativa Gusta e Rodrigo.

    So queria adicionar uma coisa. O maior problema da emissao de CH4 pelos bois eh de onde ta vindo o carbono.
    A pastagem fixa o CO2 da atmosfera na biomassa, reduzindo o efeito estufa. Quando o boi digere a biomassa, ele transforma o carbono, que estava na atmosfera na forma de CO2, em metano (CH4), que eh 23 vezes mais poderoso em causar o efeito estufa do que o CO2. Essa tranformacao de CO2 em CH4 que acaba aumentando o efeito estufa. Pra se ter um balanco de carbono(ingerido menos o emitido, em CO2 equivalente) igual a 0, o boi tem q emitir 23 vezes menos carbono, na forma de CH4, do que ele ingere. Caso contrario, a pecuaria estaria retirando CO2 da atmosfera, mas adicionando CH4, 23 vezes mais poluente que o CO2. Fui claro?

    Ah, a explicacao sobre o efeito estufa tambem nao esta muito correta, do ponto de vista fisico. Depois eu escrevo um review sobre efeito estufa.

    Abs!

  4. Rodrigo disse:

    Olá, Muito obrigado por ter acessado a rádio!!!
    Estou muito interessado sobre a revisão que vc pode oferer sobre efeito estufa. Se possível também exclarecer de maneira mais profunda o balanço de carbono.

    Abração,

    Rodrigo

  5. Fernanda (Quase Top) disse:

    Gustavo e Rodrigo, parabéns.

    O cientista Winfried Dochner, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha afirma que as eructações dos ruminantes respondem por cerca de 4% das emissões de CH4 no planeta.

    A produção de CH4 é parte do processo digestivo dos herbívoros ruminantes e ocorre no rúmen. A fermentação que ocorre durante o metabolismo dos carboidratos do material vegetal ingerido é um processo anaeróbio efetuado pela população microbiana ruminal, que converte os carboidratos celulósicos em ácidos graxos de cadeia curta, principalmente ácidos acético, propiônico e butírico. Nesse processo digestivo, parte do carbono é concomitantemente transformada também em CO2. A emissão de CH4 varia entre 4% e 9% da energia bruta do alimento ingerido, e a média encontrada é de 6% (Estados Unidos, 2000).

    O CH4 está presente na flatulência de todos os animais. “Uma pessoa emite cerca de 700 ml de gases/dia. Desse total, 360 ml são de H, 68 de CO2 e apenas 26 são de CH4″, afirma o gastroenterologista Dan Waitzberg, da Faculdade de Medicina da USP. Portanto, sua flatulência é pouco danosa. Por outro lado, em primeiro e segundo lugar em emissão de CO2 estão a queima de combustíveis fósseis e de florestas, ambas responsabilidades do Homem.
    A questão é “…nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser onívora,” frase escrita na revista Veja que trouxe uma das matérias mais interessantes, na minha opinião, sobre o assunto.

    Um ponto é certo, “O mundo terá de usar todas as opções para conter o aquecimento global em 2ºC. Agricultura e uso da terra têm o potencial para ajudar a minimizar as emissões líquidas de gases de efeito estufa por meio de práticas específicas, especialmente o armazenamento de carbono no solo e na biomassa”, afirmou o diretor-geral da FAO, Alexander Müller.

    “Estima-se que as terras de pastagens armazenem 30% do carbono de solo do mundo, para além da quantidade substancial de carbono armazenado em árvores, arbustos e plantas”, diz o documento. “Mas essas áreas são muito sensíveis à degradação do solo, afetando 70% dos pastos, como resultado do excesso de pastoreio, da salinização, da acidificação e de outros processos. A pressão sobre a terra está aumentando também a fim de satisfazer a crescente demanda por carne e produtos lácteos”, acrescenta.

    A melhoria das práticas de gestão para restaurar a matéria orgânica em solos de pastagens, reduzir a erosão e diminuir as perdas decorrentes da queima e do excesso de pastoreio pode, portanto, ajudar a reter grandes quantidades de carbono, que segundo algumas estimativas poderia atingir um bilhão de toneladas, de acordo com o relatório (Review of Evidence on Drylands Pastoral Systems and Climate Change).

    Abração
    Fontes:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16182.shtml
    http://veja.abril.com.br/170609/p_090.shtml
    http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=59836&actA=7&areaID=50&secaoID=165

  6. Gustavo Cruz disse:

    Fernanda,
    Muito obrigado pelas informacoes complementares; e esse tipo de informacao que precisamos trazer ao publico.

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